◊ fevereiro, 2009 ◊

• sexta-feira, fevereiro 27th, 2009
Queridos e Queridas,
 
dica bacana de programa para o domingo:
 

1 de Março de 2009

Carnaval dos Animais

Espetáculo que mistura música, dança, teatro e contação de histórias, o Carnaval dos Animais - oferecido pela Gerdau - vai encantar as crianças e os adultos que passarem pela Praça.

A apresentação é baseada na fantasia do compositor francês Camille de Saint Saëns (1835-1921) e as peças são executadas ao vivo por uma orquestra. A manipulação de fantoches e a contação de histórias musicada, feita pelo Grupo Tiquequê de teatro, fazem o grand finale do espetáculo, que é gratuito e aberto a todos os públicos.

 

HORÁRIO DESTE EVENTO

10:30 às 12:30

Na Praça Victor Civita, em Pinheiros,

Rua Sumidouro, 580 - Pinheiros - São Paulo - SP - CEP 05428-010
 
Abraço grande e bom final de semana a todos!!!
 
Equipe Ânima
• sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

Queridos e Queridas,

Post rápido, só para desejar a todos um carnaval bem gostoso e prometer fotos de nosso sensacional baile Ânima, aqui ou no e-mail de vocês, uma surpresa.

Aproveitem o feriado!

Lilian

• quinta-feira, fevereiro 19th, 2009

Queridos e Queridas,

Antes de, como prometido, começarmos nossa discussão sobre o artigo de Rosely Sayão, gostaria de fazer um breve, mas intenso, agradecimento à adesão impressionante e a não menos impressionante generosidade de todos!!!

Agora, à nossa discussão. Rosely Sayão escreve, semanalmente , no caderno Folha Equilíbrio, do Jornal A Folha de São Paulo, sempre sobre temas que dizem respeito a pais, filhos e escolas. Neste artigo, fala sobre o período de adaptação escolar, a propósito do ano letivo que se inicia. Para aqueles que gostariam de ler o artigo na íntegra antes de começarmos a comentá-lo e ainda não puderam fazê-lo, ele está disponível no blog da própria Rosely Sayão. Para aqueles que preferem apenas acompanhar a discussão, reproduzo aqui os primeiros parágrafos:

Nesta semana, milhares de crianças com menos de cinco anos começaram a frequentar a escola. Muitas estreiam no espaço escolar, mas mesmo as que já o frequentaram por um período podem estranhar a separação dos pais e o afastamento de casa no retorno das férias. Por isso, elas passam por um processo de adaptação.

A reação das crianças nesses dias é bem diversificada: muitas entram na escola e já vão brincar, outras choram, outras ainda se agarram nos pais, sem contar as que se recusam a sair do carro. Mas tudo pode mudar em dias ou semanas: as que entraram sem problemas podem expressar recusa, as que choravam podem entrar sem problema e assim por diante.

É bom saber que tais comportamentos -e a alternância entre eles- são naturais. Afinal, a criança na primeira infância tem sua vida intensamente ligada às pessoas com as quais tem vínculo afetivo e ao espaço de sua casa porque é isso que oferece a segurança necessária para que ela se sinta tranquila.”

A autora começa seu artigo afirmando que, para crianças pequenas, um período de adaptação ao ingresso ou retorno escolar é necessário, pois haveria um importante vínculo afetivo entre as próprias crianças, suas famílias e suas casas. Bem, o vínculo afetivo entre as crianças e suas famílias é, sim, evidente, e ainda bem que assim o seja. Já o que existiria entre as crianças e suas casas parece-nos bem mais discutível, uma vez que, acompanhadas por adultos em quem possam confiar, as crianças, em geral, topam se aventurar por quaisquer espaços, da forma curiosa e interessada que só elas têm em seus primeiros anos. Parece que o contrário também é verdadeiro, porque são poucas as crianças que ficariam confortáveis se deixadas sozinhas em casa, especialmente em seus primeiros anos de vida, não?

O que nos parece mais frequente é que as crianças encontrem um genuíno prazer na exploração de novos espaços, domiciliares ou não, desde que acompanhadas pelos adultos em quem confiam, com quem podem contar. Afinal, qualquer adulto sabe que é preciso ficar de olho nas crianças, mesmo e especialmente em suas próprias casas, porque não há escada, degrau ou tomada que escape dessa exploração. É por isso também que exatamente dois segundos antes de atirar-se ao primeiro degrau ou colocar o dedinho na tomada, qualquer criança que se preze olha para o adulto mais próximo e sustenta esse olhar pelo tempo suficiente para ver que cara faz o adulto convocado.

A autora segue, dizendo que as crianças criam respostas diferentes e criativas para a inovação que a escola representa em suas vidas - e para todas as outras que cuidamos de inventar, poderíamos acrescentar -  e que essa diversidade e sua alternância seriam naturais.

Ora, natural parece um adjetivo muito pouco provável para descrever o que fazem as crianças e exatamente a diversidade e a singularidade das respostas que elas nos dão deveria ser suficiente para demonstrar isso, afinal, cada criança dá a sua resposta, não a da espécie, não a do instinto, não a da natureza.

Parece-nos mais provável que cada criança, assim como nós antes delas e ainda, chegue ao momento da adaptação escolar com os recursos que tenha extraído de um único lugar: o imenso repertório de modelos de interação social existente. Cada criança chegará à escola ou a ela retornará com essa bagagem do que pôde aprender com os adultos com quem conviveu, que a ela se dedicaram. E, se não é muito, certamente tem sido suficiente.

Continuamos no próximo texto, quando a participação de vocês tiver ampliado a discussão e o espaço de autoria desses comentários.

Um abraço, grande, grato e apertado em todos e cada um.

Lilian Ana Faversani

Diretora Pedagógica

• terça-feira, fevereiro 17th, 2009

Queridos e Queridas,

começar nunca é fácil, mesmo que depois nossa memória romantize todos os começos e os faça parecer muito melhores do que de fato foram. Em geral, os começos são o que são: desajeitados, cheios de temores e dúvidas, estranhamentos e estrangeiros, o querer ficar e o querer fugir. Esse começo, portanto, não poderia ser diferente.

Primeiramente, porque esse Blog já se afasta muito das origens dessa mídia. Os Blogs começaram como diários pessoais, virtuais e públicos. Bem, este será, certamente, um espaço público e virtual. Quanto aos termos “diário” e “pessoal”, já é mais complicado. Não poderia ser pessoal, uma vez que é o Blog de uma instituição, de uma escola. Assim, muito provavelmente contará com vários colaboradores, cada um com sua singularidade, mas todos atados pelo comum que dividem: a Ânima e suas crianças. Ser “diário” também é pouco provável, pois apesar de e porque o cotidiano de uma escola seja mesmo cheio de acontecimentos e quase todos eles mereçam comentário, nem sempre será possível ou desejável fazê-lo aqui.

Assim, este espaço deve ser melhor caracterizado como um espaço coletivo de discussão sobre temas que tocam a todos nós, portanto, sobre temas que dizem respeito às crianças e seu ingresso no mundo. Mais do que isso, sobre a honra e a surpresa dos adultos que acompanham estas crianças em sua aventura sempre nova, embora repetida uma e outra vez, cotidianamente.

Para começarmos essa nossa longa (longuíssima, espero, infinita!) conversa, então - e, de alguma forma, começarmos também a construir as pontes que ocuparão esta distância inicial -, inauguro este Blog, este primeiro texto, com um convite: comentem, escrevam, discordem, ponderem, tragam suas experiências e impressões sobre o que ocupará este espaço e parte de nossas conversas. Muito especialmente, sintam-se bem-vindos!

Depois do convite, aproveito para lançar a primeira peça do que ainda poderá ser uma ponte que nos una: vou propor um primeiro tema para discussão.

Gostaria de aproveitar a idéia de que os começos são o que são, somada ao fato de que muitos de nossas crianças e suas famílias acabaram de passar por um começo todo especial, e ao oportuno de um artigo publicada no Jornal A Folha de São Paulo, em 05 de fevereiro último, por Rosely Sayão, e propor que discutamos sobre adaptação escolar.

Faremos isso em capítulos, de forma que cada texto possa ser lido com calma e os comentários possam sempre servir como acréscimos à discussão, montando uma interlocução mais rica e interessante. Começamos na próxima postagem, comentando o texto de Sayão parágrafo a parágrafo, com calma e cuidado, como devem ser os começos.

Por enquanto, despeço-me provisoriamente, já menos desconfortável por estarmos apenas começando, mais esperançosa do lugar aonde isso nos levará. Espero contar com a companhia de vocês, pois é esta companhia que fará o caminho e sua paisagem terem valor!

Uma vez mais, sintam-se bem-vindos, desejados neste espaço e nessa conversa.

Abraços a todos e todas.

Lilian Ana Faversani