Queridos e Queridas,
Antes de, como prometido, começarmos nossa discussão sobre o artigo de Rosely Sayão, gostaria de fazer um breve, mas intenso, agradecimento à adesão impressionante e a não menos impressionante generosidade de todos!!!
Agora, à nossa discussão. Rosely Sayão escreve, semanalmente , no caderno Folha Equilíbrio, do Jornal A Folha de São Paulo, sempre sobre temas que dizem respeito a pais, filhos e escolas. Neste artigo, fala sobre o período de adaptação escolar, a propósito do ano letivo que se inicia. Para aqueles que gostariam de ler o artigo na íntegra antes de começarmos a comentá-lo e ainda não puderam fazê-lo, ele está disponível no blog da própria Rosely Sayão. Para aqueles que preferem apenas acompanhar a discussão, reproduzo aqui os primeiros parágrafos:
“Nesta semana, milhares de crianças com menos de cinco anos começaram a frequentar a escola. Muitas estreiam no espaço escolar, mas mesmo as que já o frequentaram por um período podem estranhar a separação dos pais e o afastamento de casa no retorno das férias. Por isso, elas passam por um processo de adaptação.
A reação das crianças nesses dias é bem diversificada: muitas entram na escola e já vão brincar, outras choram, outras ainda se agarram nos pais, sem contar as que se recusam a sair do carro. Mas tudo pode mudar em dias ou semanas: as que entraram sem problemas podem expressar recusa, as que choravam podem entrar sem problema e assim por diante.
É bom saber que tais comportamentos -e a alternância entre eles- são naturais. Afinal, a criança na primeira infância tem sua vida intensamente ligada às pessoas com as quais tem vínculo afetivo e ao espaço de sua casa porque é isso que oferece a segurança necessária para que ela se sinta tranquila.”
A autora começa seu artigo afirmando que, para crianças pequenas, um período de adaptação ao ingresso ou retorno escolar é necessário, pois haveria um importante vínculo afetivo entre as próprias crianças, suas famílias e suas casas. Bem, o vínculo afetivo entre as crianças e suas famílias é, sim, evidente, e ainda bem que assim o seja. Já o que existiria entre as crianças e suas casas parece-nos bem mais discutível, uma vez que, acompanhadas por adultos em quem possam confiar, as crianças, em geral, topam se aventurar por quaisquer espaços, da forma curiosa e interessada que só elas têm em seus primeiros anos. Parece que o contrário também é verdadeiro, porque são poucas as crianças que ficariam confortáveis se deixadas sozinhas em casa, especialmente em seus primeiros anos de vida, não?
O que nos parece mais frequente é que as crianças encontrem um genuíno prazer na exploração de novos espaços, domiciliares ou não, desde que acompanhadas pelos adultos em quem confiam, com quem podem contar. Afinal, qualquer adulto sabe que é preciso ficar de olho nas crianças, mesmo e especialmente em suas próprias casas, porque não há escada, degrau ou tomada que escape dessa exploração. É por isso também que exatamente dois segundos antes de atirar-se ao primeiro degrau ou colocar o dedinho na tomada, qualquer criança que se preze olha para o adulto mais próximo e sustenta esse olhar pelo tempo suficiente para ver que cara faz o adulto convocado.
A autora segue, dizendo que as crianças criam respostas diferentes e criativas para a inovação que a escola representa em suas vidas - e para todas as outras que cuidamos de inventar, poderíamos acrescentar - e que essa diversidade e sua alternância seriam naturais.
Ora, natural parece um adjetivo muito pouco provável para descrever o que fazem as crianças e exatamente a diversidade e a singularidade das respostas que elas nos dão deveria ser suficiente para demonstrar isso, afinal, cada criança dá a sua resposta, não a da espécie, não a do instinto, não a da natureza.
Parece-nos mais provável que cada criança, assim como nós antes delas e ainda, chegue ao momento da adaptação escolar com os recursos que tenha extraído de um único lugar: o imenso repertório de modelos de interação social existente. Cada criança chegará à escola ou a ela retornará com essa bagagem do que pôde aprender com os adultos com quem conviveu, que a ela se dedicaram. E, se não é muito, certamente tem sido suficiente.
Continuamos no próximo texto, quando a participação de vocês tiver ampliado a discussão e o espaço de autoria desses comentários.
Um abraço, grande, grato e apertado em todos e cada um.
Lilian Ana Faversani
Diretora Pedagógica


quinta-feira, 19. fevereiro 2009
Bem, como este post foi bem mais complicado do que o primeiro (isso significa: preciso pensar bastante para opinar sobre o post em si…), aqui vai minha opinião sobre a parte visual:
i) Eu gostei mais da letra do primeiro post, achei que fica mais fácil para ler na tela. Por causa da minha miopia/astigmatismo e a teimosia em não usar lentes, letras muito “juntinhas” dançam na tela…
ii) Gosto de colocações curtas, mas entendo que algumas coisas precisem ser mais detalhadas, como este post. Na minha opinião, o blog vai ser mais acessado pelo conteúdo do que pelo tamanho. Ou seja, não é algo que eu me preocuparia muito.
iii) Frequência: quanto maior a frequência de coisas novas (comentários, posts, recados, etc), mais as pessoas vão se acostumar a acessar o link para ver o que está acontecendo.
Bem, volto depois para falar do texto… Bjs,
Regina
sexta-feira, 20. fevereiro 2009
Oi pessoal,
Gostei dessa história do ombuds-coletivo, acho que o blog deixa de ter o caráter de monólogo-diário, para adquirir a existência de uma conversa informal.
Gostaria muitíssimo que a identificação das mães fosse associada ao nome do filho(a) e da respectiva classe.
Essa pode ser uma forma de nós identificarmos nas festas públicas da Ânima. Provavelmente a próxima festa será a da Páscoa e será ótimo se nós pudessemos nos encontrar pessoalmente. Só para nós ainda acreditarmos que a admiração e solidariedade mútuas ainda incluem os 5 sentidos!
Em relação às sugestões sobre a formatação e a frequência das postagens, aqui vai minha opinião: sobre o formato está tudo ótimo; sobre a frequência, acho que duas vezes por semana seria interessante, para que o espaçamento entre as conversas não seja tão longo.
Sobre os assuntos, concordo com a nossa querida Marília, acho que podemos incorporar algumas discussões sobre o dia-dia da escola Ânima também. Também gostei da sugestão dela sobre a incorporação do Calendário da escola no BLOG. Sobre as fotos, já existe este espaço no site.
Um grande beijo a todos e todas e bom Carnaval!
Luciana Itikawa.
quarta-feira, 25. fevereiro 2009
Meninas,
Sigo o mesmo modelo: Prefiro letras maiores, gostei mais da letra da 2° postagem.
Pessoalmente acho que textos pequenos são mais convidativos.
A idéia da Luciana de nos identificarmos sobre mãe de…muito boa, e diria fundamental.
Quanto ao n° de postagem acredito que 1x por semana seria interessante.
Pois daria tempo para que a discussão fosse lida e discutida por mais pessoas, sem se perder em muitos temas.
Gosto das fotos e dos recados.Quero ver a cara dos alunos, mães e pais da Anima, sentir o mesmo que ela nos oferece em sua casa.
Simplicidade, aconchego, intensidade e segurança.
Continuem com tudo…
Um gde beijo, Fernanda
quinta-feira, 26. fevereiro 2009
Sabe, Lilian, é muito comum a gente ver pessoas que formam opinião escrevendo bobagens…
Ao se tratar de Educação, então, a coisa piora muito!
O descaso para com a Educação é enorme, né? Não é por acaso que até a Rede Globo se mete no assunto e coloca para funcionar, com o maior desrespeito para com os educadores, coisas do tipo “Amigos da Escola”.
Imagine se a gente resolvesse fundar algo do tipo “Amigos do Jornal Nacional”! Você chegaria na porta da Rede Globo - como fazem os “voluntários” na porta da escola pública - e se apresentaria:
” - Olá! Sou a Lilian, uma Amiga do Jornal Nacional e vim hoje apresentar o noticiário local.”
Pois é… acontece que todo mundo acha que pode dar palpite, que entende de Educação. Daí, aparecem artigos, comentários e reportagens de gente que pensa que entende do assunto, mas que se expressa usando termos inadequados e argumentos pra lá de vinculados ao senso comum, mas desprovidos de bom senso profissional!
Sem exageros - pois não estou aqui me referindo apenas a esse artigo que você segue comentando, dessa “psicóloga bam-bam-bam da folha” - acredito que está mais do que na hora de procurarmos nos informar melhor acerca de quem entende de educação para não corrermos o risco de irmos atrás do bloco errado!
Só pra ir parando por aqui mesmo, falar de “atitudes naturais” nas crianças é coisa pra quem, absolutamente, não entende nada do que significa natureza ou sociedade, né?
Vamos em frente.
Quanto ao formato do Blog… estou gostando muito!
Abraceijos. Leleto
quinta-feira, 26. fevereiro 2009
Leleto querido,
apesar deste artigo esquisito e outros tantos do mesmo tipo - o que me faz entender suas posições completamente - creio que esta autora e outros tantos têm um mérito que deve ser reconhecido: a tentativa de retirar a educação desse monopólio de especialistas e suas técnicas, sempre prontas para o consumo mais desenfreado. Por outro lado, parece mesmo que esta é uma tarefa difícil (especialmente se considerarmos que, de forma geral, ela é realizada, maciçamente, por outros especialistas, o que dá o que pensar, não é mesmo?), pois todos os que a ela se propuseram terminaram por replicar o mecanismo, trazendo novos ditames que “bons” pais ou “bons” educadores deveriam seguir. E obedecer é sempre um problema em educação, não lhe parece?
Correndo o risco de parecer simplista, creio que é bem mais fácil do que isso. Costumo dizer que minhas melhores aulas de pedagogia foram dadas por minha avó, que não estava preocupada em ser “boa” em nada, apenas era…. bem, o que era! Depois dela, todas as aulas sensacionais que tive na faculdade e em outros momentos fizeram muito mais sentido!
Mas continuemos nossa conversa, entre nós e com a autora do texto.
segunda-feira, 5. outubro 2009
Prezados,
Gostei do blog! Apesar de ter pouco tempo, por enquanto, para esta atividade.
Para discussão, gostaria de comentar que achei, da parte da Coordenadora Pedagógica e de outros participantes mais uma vontade de ser crítico, do que realmente uma crítica a fazer. Sou educadora e trabalho com Educação Infantil e não vejo nada de tão absurdo nas considerações da psicóloga Rosely Sayão. Ela usa uma linguagem simples, com palavras que nem sempre são usadas por estudiosos de educação, mas contribui muito para que Escola e pais possam trocar idéias e antes , entender certos fatos que realmente fazem parte do cotidiano da Educação Infantil na Escola. Se ela, às vezes chega a dizer o9 que nos parec óbvio, é porque as famílias e alguns educadores também parecem não querer ou não enxergar a realidade diante de seus olhos. Não será?
Por que complicar, usar termos que são específicos de um grupo de profissionais, para ser acreditado. Isso me lembra as recitas médicas, que parecem códigos, ideogramas, para dificultar a transparência, a clareza.
Precisamos ser mais democráticos e deixar que todos participem (como tão bem fazem com esse blog) ativamente das decisões da Escola. Rosely Sayão tem um crrículo, que lhe permite isso, bem melhor do que o de muito educador. Os seus textos muito contribuem para a conscientização do trabalho da Escola e da comunidade na Escola.
Também penso que ninguém pode ser “profundo” “extremamente competente” em todoas as suas falas, mesmo que seja na Folha de São Paulo ou no New York Times. Precisamos é aumentar o número de pessoas que nos ajudem a fazer uma Escola melhor, um munbdo melhor e isso ela faz. Inúmeras pessoas que leem seus textos têm podido refletir melhor sobre o papel que exercem na família, na Escola, porque ela usa uma linguagem simples, accessível a qualquer um que não seja especialista em educação.
Acho que é precso aprofundar as discussões no blog em outras direções, ou seja, em suas idéias e não na linguagem que pode nos parecer óbvia porque estudamos e vivenciamos, diariamente, esses assuntos.
Que tal discutir o que é público e o que é privado na relação Família/Escola. Até onde isso está presente nos textos de Rosely Sayão? O que ela nos diz?
Espero ter contribuído!
Abraços.
Maria Aparecida