◊ maio, 2009 ◊

• terça-feira, maio 26th, 2009

Queridos e Queridas,

as coisas andam meio paradas por aqui, mas é que começamos o processo de feitura dos relatórios e isso consome um montão do meu tempo.

Além disso, temos algumas pendências, que estou tratando de resolver. Descobri que podemos por músicas aqui, sim, Tatiana.

Então, pedi ao Cadu, nosso professor, que grave as crianças cantando em suas aulas e logo que estes arquivos estiverem disponíveis, colocarei aqui para todos. Acho que vai ficar bacana, vamos ver.

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A outra pendência não é exatamente uma pendência, mas um convite. Embora eu esteja muito envolvida com os relatórios, lembrei de que este, desde o início, é um espaço de todos nós! Assim, não preciso ser sempre eu a postar, todos vocês podem fazê-lo!!!! Espero que façam mesmo!

Para isso, basta enviar a postagem para o e-mail da Ânima, que eu coloco aqui, para todos!

Nosso endereço está disponível em nosso site, mas aqui vai um link para facilitar a vida:

contato@escolaanima.com.br

Esperarei por suas contribuições!

Abraços imensos e saudosos dessa nossa gostosa interlocução!

• quinta-feira, maio 07th, 2009

Neste sábado temos a atividade de comemoração do Dia das Mães aqui na escola!
Todos estão convidados!
Organizem-se, venham, aproveitem o dia com as crianças, afinal, este é sempre um jeito bacana de começar o que pode acabar sendo mais um dia perfeito para nossas coleções pessoais!!!!

• quinta-feira, maio 07th, 2009

Queridos e Queridas,

Como nossa discussão sobre o Enem e suas interpretações foi transferida para outra instância, achei que poderia ser bem interessante retomarmos aqui nossa discussão original sobre a ilusão de perfeição e o lugar que ela vem ocupando no imaginário de todos nós, pós-modernos, especialmente estes de nós que resolvemos aceitar o desafio e a aventura que é ter filhos e filhas.

Como disse antes, vocês são rápidos e suas participações fazem a discussão andar por rumos novos e inesperados.

Nos comentários de vocês, aparecem duas idéias fortes que, creio, podemos explorar juntos: a perfeição como ideal, por definição inalcançável, mas que mantida como referência nos proporcionaria um percurso de aproximações sucessivas desejável e a negação completa da perfeição, até mesmo como ideal desejável, e sua substituição por idéias mais relativas, como “o possível” ou “o melhor de si”.

Pessoalmente, fui convencida, ao longo da e pela vida, de que “o possível” ou “o melhor que podíamos para o momento” é a única coisa com que podemos contar certamente. E esta é uma posição que me parece interessante pelos motivos que passo a elencar.

Primeiramente, saber que fazemos “o melhor que podemos para o momento” não gera culpa. Mesmo que analisemos a situação posteriormente e, então, descubramos que havia, sim, alternativas interessantes para aquela que, eventualmente, escolhemos, aí já é outro momento e a análise se beneficia de elementos que não estavam disponíveis quando da escolha – como, por exemplo, os efeitos e desdobramentos que todas as escolhas trazem em si – e aí, não vale, é claro.

Por outro lado, e como segunda vantagem intrínseca, a análise posterior, esta mesma que conta com os tais novos elementos, se dá, obviamente, em outro momento, e isso significa sempre que podemos aprender, pois se tivéssemos que escolher novamente, agora, escolheríamos diferentemente e, supostamente, melhor, pois sabemos mais sobre o objeto da escolha do que sabíamos antes.

Terceira vantagem, complementar à segunda: na maior parte dos casos, as escolhas não são fatalismos – sempre há possibilidade e tempo para reverter, mudar de idéia, fazer correções desejáveis. A vida anda.

Quarta e a mais importante das vantagens: convencer-se de que não só nós mesmos, mas todos, fazemos nossas escolhas assim, apresentando “o melhor que podem para o momento” e, por extensão, todas se beneficiam das vantagens já enumeradas, conseguimos uma dimensão generosa de compreensão para nossos pares e iguais que transforma todas as nossas relações.

Muito bem, agora façam comigo um breve exercício: apliquem cada uma das vantagens apresentadas ao cotidiano que todos vivemos com nossos filhos e filhas. Acresçam a isso o espaço para surpresas e inesperados que esta posição traz em si, necessariamente…

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Bem, não sei se consegui convencê-los, nem sei se era isso que queria, realmente, mas posso declarar que em minha vida e em retrospectiva, isto me garantiu uma deliciosa coleção de dias perfeitos, cujas histórias minha filha não se cansa de ouvir.